Vídeo editado por Jean G1 com cenas minhas (algumas bem antigas por sinal) que ele tinha no pc dele.

Espero que gostem. Qualquer crítica será bem vinda!












“Um Enorme Salto” Maceió-AL







Grupo Ibyanga de Parkour







1. JUSTIFICATIVA:

O Parkour Generations e a ONG britânica Sandbag, elaboraram o primeiro evento mundial de Parkour contra as mudanças climáticas. A intenção é mobilizar os praticantes a favor da causa e cultivar nas pessoas ao redor o pensamento de que elas podem contribuir e tomar partido por um mundo melhor. E é com essa vontade e espírito que o Grupo Ibyanga de Parkour adentra a campanha para juntos darmos um “enorme salto” em direção a esse futuro mais limpo de poluentes. Já são mais de 20 paises confirmados na jam. No Brasil o Grupo Ibyanga encarrega-se de organizar a campanha na cidade de Maceió.

2. OBJETIVO:

Alertar à sociedade quanto aos perigos do aumento no índice dos gases e mobilizar a todos a favor de leis mais rígidas na assinatura do sucessor ao Protocolo de Quioto. Em dezembro, na cidade de Copenhagen, representantes de todo o mundo se reunirão para estabelecer o novo acordo que efetivamente irá refletir na qualidade de ar que nós, nossos filhos e nossos netos irão respirar. A postura do Sandbag é hoje apoiar uma decisão que seja favorável ao equilíbrio sustentável do planeta e que, se adotada, já em 2015 ocasionará um declínio considerável no gráfico de emissões.

3. LOCAL, DIA E HORÁRIO:
Corredor da Praça Vera Arruda – Av. Álvaro Otacílio, S/N; no dia 26 de setembro de 2009 as 14:00hs.
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O Grupo Ibyanga de Parkour realiza o “UM ENORME SALTO” visando a celebração da vida, da liberdade, da educação e da segurança pessoal, direitos de todo ser humano, com o objetivo de alertar e conscientizar a população dos riscos das emissões de gases na atmosfera.

Controle do espaço-tempo, viagens espaciais e exploração espacial.
No mundo moderno, controle é exercido sobre nós automaticamente pelos espaços em que vivemos e nos movimentamos. Nós passamos por certos rituais em nossas vidas – trabalho, “lazer”, consumo, submissão – porque o mundo é projetado só para isso. Todos nós sabemos que shopping centers são para fazer compras, escritórios são para trabalhar, as ironicamente chamadas salas-de-estar são para assistir televisão, e escolas são para obedecer professores. Todos os espaços pelos quais transitamos possuem significados pré-estabelecidos, e tudo que se precisa para nos manter fazendo as mesmas coisas é nos deixar caminhando pelos mesmos caminhos. É difícil achar algo para fazer no Wal-Mart além de olhar e comprar produtos; e, como estamos acostumados a isso, é difícil conceber que realmente poderia haver outra coisa para se fazer lá – sem mencionar que fazer qualquer coisa lá além de comprar é muitas vezes ilegal.Restam no mundo cada vez menos espaços livres, não desenvolvidos, onde podemos deixar nossos corpos e mentes correr livres. Praticamente todo lugar que você pode ir pertence a alguma pessoa ou grupo que já lhe designou um significado e uma utilidade: propriedade privada, zona comercial, auto-estrada, sala de aula, parque federal. E as nossas próprias rotas previsíveis pelo mundo raramente nos levam perto das zonas livres que ainda restam.Estes espaços, onde o pensamento e o prazer podem ser livres em todos os sentidos, estão sendo substituídos por ambientes cuidadosamente controlados como a Disneilândia – lugares onde nossos desejos são pré-fabricados e nos vendidos de volta com custos financeiros e emocionais. Dar o nosso próprio significado ao mundo e criar nossas próprias maneiras de nos divertir agir nele são partes fundamentais da vida humana; hoje, por nunca estarmos em lugares que encorajem essa postura, não deveríamos nos surpreender que tantas pessoas se sintam desesperadas e frustradas. Por terem sobrado tão poucos espaços livres no mundo, e por nossa rotina nunca nos levar lá, somos forçados a ir em lugares como a Disneilândia para termos algo parecido com brincadeiras e aventuras. A verdadeira aventura pela qual nossos corações anseiam foi substituída pela falsa aventura, e a sensação de criar pelo torpor de ser um mero espectador.O nosso tempo está tão ocupado e controlado quanto nosso espaço; de fato, a subdivisão do nosso espaço é uma manifestação do que já aconteceu com o nosso tempo. O mundo inteiro se move e vive de acordo com um sistema padronizado de tempo, projetado para sincronizar nossos movimentos de um lado do planeta com o outro.Dentro deste sistema, todos nós temos nossas vidas regradas por nossos horários de trabalho e/ou horários de aulas, assim como pelos horários de funcionamento do transporte público e do comércio, etc. Essa organização das nossas vidas, que começa na infância, exerce um controle sutil mas profundo sobre todos nós: nós chegamos a esquecer que o tempo de nossas vidas é nosso para gastar como escolhermos, ao invés de pensar em termos de dias de trabalho, horas de almoço, e finais-de-semana. Uma vida verdadeiramente espontânea é impensável para a maioria de nós; e o chamado tempo “livre” é normalmente apenas tempo que foi reservado para fazer outra coisa que não trabalhar. Com que freqüência você vê o sol nascer? Quantas vezes você passeia em belas tardes ensolaradas? Se você tivesse a oportunidade inesperada de fazer uma viagem bacana neste fim-de-semana, você poderia ir?Estes ambientes e horários restritivos limitam drasticamente o vasto potencial de nossas vidas. Eles também nos isolam uns dos outros. Nos nossos trabalhos, passamos uma grande parte do tempo fazendo um determinado tipo de trabalho com um determinado grupo de pessoas em um determinado local (ou pelo menos em um determinado ambiente, o que vale para operários de construção e empregados temporários). Experiências tão limitadas e repetitivas nos dão uma visão muito limitada do mundo, e não nos dá oportunidade de conhecer pessoas diferentes. Nossos lares nos isolam ainda mais: hoje nos mantemos trancafiados em pequenas caixas, em parte por medo daqueles a quem o capitalismo maltratou ainda mais que a nós, e em parte porque nós acreditamos na propaganda paranóica das empresas que vendem sistemas de segurança. Os subúrbios de hoje são cemitérios das comunidades, as pessoas empacotadas em caixas separadas… exatamente como a mercadoria no supermercado, lacrados para “maior frescor”. Com grossas paredes entre nós e nossos vizinhos, nossos amigos e família, espalhados por cidades e nações, é difícil haver qualquer tipo de comunidade, muito menos compartilhar espaço comunitário no qual as pessoas podem se beneficiar mutuamente da criatividade alheia. Tanto o trabalho quanto as nossas casas, nos mantém amarrados a um lugar único, estacionários, incapazes de viajar ao longe no mundo exceto em rápidas férias..······Até mesmo nossas viagens são restritas e restritivas. Nossos métodos modernos de transporte – carros, ônibus, metrôs, trens, aviões – todos eles nos mantêm presos a trilhas fixas, vendo o mundo passar pela janela, como se fosse um programa de televisão particularmente chato. Cada um de nós vive em um mundo pessoal que consiste principalmente de destinações bem conhecidas (o local de trabalho, o mercadinho, o apartamento de um amigo, a boate) com alguns elos entre elas (sentado no carro, ficar de pé no metro, subir a escada), e poucas chances de encontrar algo inesperado ou de descobrir novos lugares. Um homem pode viajar pelas estradas de dez países sem ver nada além de asfalto e postos de gasolina, se ele ficar no seu carro. Presos a nossas trilhas (trilhos?), não conseguimos visualizar uma viagem ”livre”, viagens de descoberta que nos poriam em contato direto com pessoas e coisas completamente novas a cada esquina.Ao invés disso, ficamos sentados presos em engarrafamentos, cercados por centenas de pessoas na mesma situação que nós, mas separados deles pelas jaulas de aço de nossos carros – de forma que eles parecem mais com objetos em nosso caminho do que com seres humanos como nós. Nós pensamos que alcançamos mais partes do mundo com nossos tranportes modernos; mas na verdade, quando vemos alguma coisa, vemos menos. Quando nossas capacidades de transporte aumentam, nossas cidades se espalham mais e mais no horizonte. E sempre que as distâncias aumentam, mais carros são necessários; mais carros precisam de mais espaço e então as distâncias aumentam de novo… e de novo. Neste ritmo, auto-estradas e postos de gasolina irão um dia substituir tudo pelo qual valia a pena viajar… isso quer dizer, tudo que ainda não virou um parque temático ou uma atração turística.Alguns de nós vêem a internet como a “fronteira final”, como um espaço livre, ainda não desenvolvido pronto para ser explorado. O ciberespaço pode oferecer ou não algum grau de liberdade para aqueles que conseguem pagar o acesso para usá-lo e explorá-lo; mas o que quer que ele ofereça, ele oferece sob a condição de deixarmos nossos corpos na chapelaria: amputação voluntária. Lembre-se, você é um corpo tanto quanto é uma mente: ficar sentando, parado, olhando luzes que brilham durante horas, sem usar os sentidos do toque, paladar e olfato, é liberdade? Você esqueceu a sensação de pisar descalço na grama úmida ou na areia quente, do cheiro dos eucaliptos ou de lenha queimando em suas narinas? Você se lembra do cheiro dos talos de tomate? A tremulação da chama de uma vela, a emoção de correr, nadar, tocar?Hoje podemos recorrer à internet quando queremos emoções sem nos sentirmos enganados, pois nossa vida moderna já é tão limitada e previsível que esquecemos como a ação e movimento no mundo de real podem fazer a gente se sentir bem. Por que se acomodar com a liberdade limitada que o ciberespaço pode dar, quando existem muito mais experiências e sensações para sentir aqui no mundo real? Nós devíamos estar correndo, dançando, remando uma canoa, bebendo a essência da vida, explorando novos mundos – ”quais” novos mundos? Temos que redescobrir nossos corpos, nossos sentidos, o espaço à nossa volta, e então podemos transformar este espaço em um novo mundo ao qual podemos dar nossos próprios significados.Para conseguir isso, precisamos inventar novos jogos – que possam ser jogados nos espaços já conquistados deste mundo, nos shopping centers, restaurantes e salas de aula, que vão destruir seus significados prescritos para que possamos lhes dar novos significados de acordo com nossos sonhos e desejos. Precisamos de jogos que nos unam, nos tirem da confinação e isolamento de nossas casas particulares, e nos tragam aos espaços públicos onde podemos nos beneficiar da companhia e criatividades dos outros. Assim como desastres naturais e blecautes podem unir as pessoas e trazer-lhes emoção (afinal, todo mundo quer um pouco de variedade emocionante em um mundo outrora terrivelmente previsível), nossos jogos vão nos unir para fazermos coisas novas e emocionantes. Devemos pintar poesia nas paredes das zonas comerciais, fazer shows nas ruas, sexo em praças e em sala de aula, piqueniques de graça nos supermercados, festivais espontâneos nas auto-estradas…Também precisamos inventar novas definições de tempos e novos modos de viajar. Tente viver sem um relógio, sem sincronizar o seu tempo ao tempo muito ocupado do resto do mundo. Tente fazer uma longa viagem a pé ou de bicicleta, de forma que você encontrará em primeira mão tudo pelo que você passar até chegar ao seu destino, sem vidros no meio. Tente explorar a sua própria vizinhança, olhando nos telhados e dobrando as esquinas que você nunca notou antes – você se surpreenderá com quanta aventura existe lá, esperando por você!
Texto retirado e traduzido de Days of War, Nights of Love.

A tempos não posto algo de útil neste blog, e assim vai continuar. Mas hoje me peguei pensando na vida e resolvi vomitar essas asneiras aqui. Então, se prepara que "a merda vai taiar"!

Me chamo Edval Vasconcelos Santana (é, agora vocês sabem meu segredo!) e me mudei para Maceió, capital de alagoas (para informar os sulistas burros: acima de Sergipe, que por sua vez fica acima da Bahia), em 2005 e desde então só faço reclamar da vida e de minha situação. Vou explicar o porque:

A cidade é pequena;
A cidade tem donos: Os usineiros e os políticos (que também são usineiros);
Logo você só arruma trampo descente se conhecer alguém;
As opções de lazer são limitadíssimas;
Não tem bons locais de treino se compararmos a QUALQUER outra cidade.

Poderia passar o dia falando mal, assim como tenho feito nesse quatro anos, mas não farei isso.

Por volta de julho de 2006 comecei a treinar parkour, e cheguei a conclusão que isso me proporcionou os melhores anos da minha vida. Não o parkour em si, mas as pessoas que ele me deu de presente. A Familía Ibyanga!

Aprendi com eles a importância da sinceridade, ou em algumas vezes o sincericídio, de ser chato, de ser perguntador, de dar valor a coisas simples que passam despercebidas, de que dinheiro não é nada sem amigos, etc.

Desde então, minha vida tem sido bem melhor aqui (não que eu ainda nao reclame). Encontrei o sentido, que eu tanto procurava, pra minha vida. Aprendi que eu nasci pra viver, e não para esperar a morte.

Sinceramente, não consigo me imaginar sem eles. Só que infelizmente vou ter que conseguir.

Em breve pretendo voltar para São Paulo, jutamente com os novos irmãos Pop e o Duddu (não confio muito na palavra deste ultimo), e sinto que ficarei extremamente triste com a despedida. Gostaria de poder levar todos, sem exceção, porque eles me fizeram um homem, eles me fizeram um crítico, eles me deram o Espírito da Terra, mas não será possível.

A tempos que estou com vontade de dizer isso, mas somente agora criei coragem. Não que eu estivesse com vergonha, medo ou qualquer outra coisa, apenas queria que esse post fosse o melhor que eu ja tivesse feito, que demonstrasse o que sinto por eles, mas cheguei a conclusão que não consigo expressar em palavras nem 10% do que o Ibyanga significa para mim, mas pelo menos não deixarei passar batito.

Ouvindo um Rapper chamado Emicida, ouvi a seguinte frase:

"(...)vale a pena estar vivo, nem que seja pra dizer que não vale a pena estar vivo, mas vale a pena estar vivo(...)¹"

Acho essa frase muito interessante, pra ser sincero ela quem inspirou o post, porém ela não me serve mais. Hoje eu digo que vale a pena estar vivo porque tenho amigos (irmãos) que me fazem ter vontade de estar vivo, vale a pena estar vivo porque eu sei que vou ouvir verdades que devem ser ditas, mesmo que essas possam magoar, vale a pena estar vivo porque vamos nos reunir e fazer comidas ruins com tudo o que tiver na geladeira, vale a pena estar vivo, pois sei que posso arrumar as malas e chama-lós para ir a um estado desconhecido sem dinheiro suficiente, vale a pena estar vivo porque eu tenho o Ibyanga.

Este são alguns poucos motivos pelo qual digo que "vale a pena estar vivo". Tenho plena convicção que não consegui expor tudo o que sinto, porém agora todos sabem que são extremamente importantes para mim. Fica aí então a tentativa, frustrada, de demonstrar o meu sentimento pelo Ibyanga. Não sei se todos se sentem assim, mas é assim que me sinto.

Não citei nomes em meu post porque TODOS são importantes, e sendo assim posso dizer sem sombra de dúvidas: AMO TODOS VOCÊS !

Enfim, vão todos tomar no cú e nos vemos em algum treino desses.

Beijos Famiiiia!


P.S: Como sempre, texto confuso ! =)


¹ Emicida - Só isso / Mixtape "Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe" (nomezinho infeliz pra uma mixtape!)

Começamos em Maceió mais um desses treinos sem método científico nem nada comprovado. Não sei ao certo o motivo disso. Talvez o desanimo de se treinar sempre no mesmos, poucos, lugares nos fez ter essa idéia.

Levando o nome de Caba Macho training, nossa rotina será basicamente a seguinte:


Seg/Qua/Sex:


50 Puxadonas com a mão fechada
50 Puxadonas com a mão abertona
50 Climbs
100 Flexões
50 Barras
300 Abs Normais
100 Abs "Elemento Surpresa"
2min de Abs estáticas (aquelas que fodem o cotovelo)

Ter/Qui:

5 km (até alagoinha e voltar)
100 precisões (assim como o nome já diz, PRECISÃO)
Cadeirinha até morrer
300 Calf Raise (150 cada perna)
500 bornout (pulinhos minímos)
300 Abs Normais
100 Abs "Elemento Surpresa"
2min de Abs estáticas (aquelas que fodem o cotovelo)



Em breve teremos os resultados desse treino. Espero que não sejam contusões.


Abraços.

Nesse caso, é o resultado de uma subtração:

Eficiencia - integridade física = ?

Muitas pessoas acham que para ser util, é necessário ser forte, e que para ganhar tem que sofrer, já eu não. Defendo com unhas e dentes, meu jeito de treinar, sendo fluente do jeito que eu posso, me conservando do jeito que acho melhor, e evoluindo do jeito que quero. Agora pode me atacar com suas facas.

"Mas você não segue exemplos?"

Sigo sim, e muitos, e o que eu mais gosto é o do Duddu, e sua conversa com o Gusta, onde o o Duddu questiona por que o Gustavo não pensa em fazer coisas grandes, como precisões de 11 pés, gap de 16 pés, ou algo de maior complexidade, e o Gustavo responde de forma unica, que tem todo o tempo do mundo para isso.

Usarei como exemplo básico meu grande amigo de quase infancia Igor :> !  Começamos a treinar ao mesmo tempo, de início, tivemos uma evolução comum, quedas minhas me marca até hoje e me mostram o quanto fui inutil em fazer o que fazia, assim como o Igor, que fazia kong até em gelo-baiano do shopping. Continuamos a treinar, e a evoluir, e assim como o Igor fazia kong desde o primeiro dia, eu ja conseguia fazer coisas um tanto quanto mais complexas, como Cat-leap, ou até uma precisão de 9 pés (incríveis 9 pés). O tempo foi passando, eu conheci o pessoal do Ibyanga, pela internet, comecei a ler vários artigos que são postados num tópico da comunidade no orkut, enquanto o igor, sem computador e internet, evoluia como achava que deveria. A partir daí, nossos rumos mudaram, eu passei a dar valor ao treino físico, já o Igor, ao seu kong precisão de 7 pés, e assim fomos evoluindo, até que eu consegui fazer precisão de 10 pés, climbs razoáveis e meu speed melhorava a cada dia. Ou seja: ele acabava dando valor sempre a um movimento em questão, e eu sempre a todos os movimentos.

Nossa evolução ia ótima, treinávamos com o pessoal do Ibyanga frequentemente, e ele já tinha seu PC, e internet (MAS CONTINUAVA COM A PORRA DA PREGUIÇA DE LER ¬¬). Comecei a faltar treinos, por vários motivos, o que acabou prejudicando meu rendimento. Agora o Igor era sempre o que evoluia mais, por vários motivos, ele sempre chegava com uma novidade. Eu naquela de sempre, treinando fisico, e não treinando continuidade.

Depois de um tempo, acabei percebendo que eu não tinha parado de evoluir, eu apenas tinha plantado minha evolução, e estava apenas regando, e as frutas estavam por vir de forma linear..

Hoje, com um treino ou outro, tenho resistencia suficiente para fazer o que julgo necessário, meu planche que antes era cheio de manhas, hoje em dia vai de uma jogada só, e meu climb de nada piora! Estou realmente percebendo que a progressão gradual, e os treinos físicos fazer muito bem.

Ah, e o Igor hoje faz precisões de 11 pés e kong precisão de 12 pés, gap de 16 pés e consegue climbar(um lixo ¬¬). Mas ainda assim, tô achando que o rendimento dele cai MUITO quando ele fica 4 dias sem treino! E sua integridade física não tá muito boa não.

Bjunda Iguinho Sedução, Duddu Love, e Gusta Aristóteles!


Hoje(03/07/2009), por volta das 7:20 da manhã, passei por uma situação um quanto inesperada, porém comum.
Como de costume, acordei tarde, me levantei pra ir tomar banho, me deparei com um banheiro ocupado, tornei a me deitar, esperando ouvir o barulho da porta abrir novamente.
Acabei me levantando cerca de 6:15, me arrumei, comi algo, e fui pra o ponto de onibus como de costume, peguei um às 7 horas, e fui como de costume conversando com um colega meu que mora perto e estuda no mesmo colégio.
O meu ponto de descida mais próximo do colégio, é o do Parque municipal Golçalves Lêdo, local de treino muito conhecido por todos de Maceió. E o ponto que é mais rápido paraa que eu chegue no colégio, é o da Embratel, que apesar de um pouco mais distante, o tempo que o onibus demora para dar a volta no centro é maior do que se eu descer na Embratel, ou seja: Mais perto: Gonçalves Lêdo; mais rápido: Embratel.
Não sei por quê, hoje mesmo estando atrasado, meu deu uma vontade enorme de descer na Golçalves Lêdo, é como se eu pressentisse que eu não deveria ir pela embratel, acabei descendo no ponto mais próximo do colégio, e como de costume, ao descer, vou andando ao colégio, se não acontece uma coisa tão comum, quanto o cantar de pneus.
Com um reflexo um tanto quanto apurado, que o parkour me proporcionou ao longe de mais ou menos 1 ano de treino, virei-me rápido para ver o que estava por acontecer, e me deparei com a cena exata de um carro, acertando em cheio uma senhora, que desceu apressada do onibus, passou na frente do mesmo, e estava atravessando a rua sem olhar.
Na hora, a reação foi "travante"! Cerca de 3 segundos depois, quando a sandália dela caiu no capô do carro, foi que eu me toquei do que realmente tinha acontecido. Me dirigi rápido em direção da senhora, que chorava, e gemia algo como "preciso ir pro trabalho", enquanto tentava se levantar.
A essa altura, eu já estava com o ceular na mão e ligando para o 192, e ao mesmo tempo, conversando com a senhora, como já tinha aprendido em cerca de 6 anos de Escotismo, meus primeiros socorros vieram de forma automática, assim como em uma queda, seus reflexos o ajudam a pôr a mão no chão, ou então a fazer um cat leap quando está a beira de uma queda de 4 metros.
A senhora aparentava ter entre 60 e 70 anos, e estava acordada, e um tanto quanto "desnorteada". Assim que a atendente do SAMU atendeu, eu falei em alta e clara voz:
"Bom dia, houve um atropelamento na ladeira do brito, ao lado da praça Gonçalves Lêdo, com apenas uma pessoa ferida, uma mulher, aparenta ter entre 60 e 70 anos, está acordada, e com um pouco de sangue na cabeça, pedi para que conversem com ela para que ela não perca a consciencia". Nesse momento a atendente me interrompeu, perguntou meu nome e disse que iria me transferir para os bombeiros, já que todas as unidades do SAMU estavam ocupadas. Foram 20 segundos que pareceram demorar 20 minutos. Enfim, eu mesmo comecei a conversar com a senhora, ela estava chorando, talvez pela pancada, talvez pela queda, quem saberia, ela não aparentava ter nenhum osso quebrado, e queria por que queria se levantar e ir pro trabalho. Perguntei seu nome, era algo estranho, não me lembro direito, algo como Josefa dos Santos, de 68 anos. Afinal, não sei o que PORRA tinha anquele trabalho(talvez a necessidade desse emprego) que ela queria por que queria ir pra ele, naquele momento. A partir daí, é onde começa minha curiosidade. Falei com um rapaz ao meu lado para não parar de conversar com ela, e aguardar enquanto a ambulancia dos bombeiros não chegava. Disse que não podia ficar mais ali pois tinha aula e pra lá estava indo agora.

Desde então, estou pensativo, lembrando principalmente do Vlad, aquele filho da puta que toda vez atravessa o caralho da rua sem olhar e ainda dá um mortal no meio. Mas sério mesmo, estou tão pensativo no que pode ter acontecido com aquela senhora. O pior que não posso procurar ela, por quê não sei pra onde ela foi. (provávelmente o HGE, mas quem sabe né?)

Enfim, me senti como nunca tinha me sentido.
Já tinha dito linha de onibus pra cego(analfabeto também), levado senhora junto comigo no guarda-chuva, dado moeda pra pedinte, mas nada me deixou tão "recompensado" quanto ter ajudado aquela senhora assim de cara. Afinal, parecia que eu era o unico naquele local que tinha noção de primeiros socorros.

No fim de tudo, acabei percebendo que
-Atravessar a rua correndo pode ser muito perigoso
-Talvez um dia você use os primeiros socorros que você nunca pensou em ler do manual do seu carro
-Uma boa ação realmente nos faz sentirmos melhores
-Não atravesse na frente do ônibus parado no ponto
-Se ver uma velhinha voando 3 metros, ligue para o SAMU
E por fim:
-Adoro vocês seus filhos da puta, não atravessem a rua correndo ¬¬


(Ah, quase me esqueci, a motorista tentou freiar, o carro foi um Celta, a motorista (mulher, mas não teve muito a ver com ela não)prestou socorro, e provavelmente ficou lá até socorrerem a vitima)


Pego-me as vezes pensando o que somos para as pessoas que observam a gente na rua treinando. Somos o que vestimos? A calça de moletom ou o tênis rainha que é de praxe aqui em maceió? Será que é mais uma tribo urbana querendo chocar as pessoas? Sei que não, sei que não sou isso por que tenho caminhado contrario a tudo que afirmam ser errado, e o que dizem ser certo também.

Me vejo fora de todos os padrões possíveis na sociedade, caminhando nem no que dizem ser certo, nem tal pouco no errado. Trilhando minhas próprias idéias. Acontece que no meio social isso nos torna esquisitos: Não usar drogas, qualquer que seja, ou viajar pelos estados e não visitar lugares tidos como importantes por ter passado uma tarde toda numa praça que nada tem a oferecer além de muros comuns. Com certeza muita gente não vai entender, e por conta disso, eu tenho estado tão introspectivo. Como conversar com as pessoas que perderam a sensibilidade de sentir as peculiaridades do dia-a-dia? Nesse mundo de informações rápidas, onde o medo se tornou segurança, quem vai sentar ao lado de alguém que não conhece e conversar sobre coisas que nem tem proximidade com seu cotidiano, e por isso, não ser tão interessante? No parkour, as experiências de vida são trocadas normalmente por comentários em tópicos no orkut e vídeos no youtube.

Às vezes me incomodo com o que às pessoas falam de mim, mas ponho-me no lugar delas e imagino o que devem ter passado para chegar a essa linha de pensamento: a influencia de uma família esporadicamente conservadora, a comodidade de julgar sem analisar os fatos e a necessidade de se firmar em grupos são alguns dos principais fatores que influenciam pessoas a abominar tudo que é novo. “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais” como já falou Belchior, ainda temos características dos nossos familiares, boas e ruins, e talvez vamos passar para nossos filhos inconscientemente e não há nada que possamos fazer. Um outro grande formador de opiniões é a mídia, que faz da polêmica o ponto alto das reportagens manipulando para onde quiser a opinião publica, que por si só, não formula nenhum senso critico para o que lhe é mostrado e acaba abraçando as idéias sem muitos questionamentos.

Daí por diante fica evidente que nos dias de hoje questionar fica em segundo plano, já que os meios de comunicação têm se encarregado disso. E tem ainda os grupos sociais, que também tem grande força sobre nós, força esta que muda nosso modo de vestir, agir, e ate mesmo de raciocinar, a ponto de abraçar causas outrora absurdas só por afirmação no grupo. Todos nos fazemos parte de algum e se espelhar no que esta perto é comum em qualquer parte do mundo.

Eu fico feliz quando vejo a galera aqui em Maceió treinando e como dificilmente alguém repete o movimento do último tracer no mesmo obstáculo. E se repetir, movem-se de forma tão particular que torna-se outra coisa. Não sei se isso prova alguma coisa, mas talvez seja reflexo da nossa pratica. É legal saber que seus amigos conseguem olhar as ruas, paredes e pessoas com um olhar mais critico, enxergando além do que os olhos podem ver. E eu sei que isso dará a eles possibilidades infinitas de novas idéias de interação.

Vou ficando por aqui por que as idéias brotam a cada passo, da hora de acordar da cama ate o fim do dia na mesma. Bons treinos pra todos !!

“...É como se nunca estivesse existido dúvida...” Lenine
Em maceió é assim ! até materiais para a construção de um esgoto viram local pra treino =)

Mas que fique bem claro que é por falta de opção mesmo =x

erwuiopupoiewrourewerwpewriupererwoeropeioureoroew


Os sentimentos são os seus verdadeiros passos. São eles que determinarão o quão objetivado estar o seu percurso, seus sucessos e fracassos estarão intrinsecamente ligados a ele, e é a dedicação quem tem pelo que fazes que revelará sua alma ao mundo.

A total essência de uma filosofia só será entendida pela compreensão de quem a comunica, entretanto cabe ao comunicado, no mínimo, a coerência e a receptividade do novo, pois não se pode entender aquilo que sua mente nega. Bloqueios tais como: o moralismo, a propriedade privada – ou seja, a prevalência do “eu” em detrimento do “nós” –, o preconceito, a ignorância... São fatores agravantes para o não entendimento. É de suma importância que o receptor mantenha-se livre de seus sentimentos e juízo de valor, detendo-se apenas as informações recebidas (o que os jovens chamam de mente aberta).

Por vezes, uma barreira à compreensão surgi criada pelo próprio comunicante, gerada por sua dificuldade de expressar-se ou talvez pela falta de coesão sentimental-filosófico, ocasionando, por tanto, numa quebra do entendimento ao receptor somado a um talvez desinteresse (em certos casos). Provavelmente a leitura e os debates criados ao entendimento da filosofia, facilitaria na enunciação aos terceiros, mas isso não se aplica a uma regra, afinal, fala-se de sentimentos e suas enormes variantes.

O então esclarecimento, portanto, não cabe só a uma única parte, ele deve ser uma agregação, a soma do interesse do receptor da mensagem, a capacidade de esclarecimento do comunicante, favorecendo a um equilíbrio mutuo, gerando assim uma nova idéia, ou seja, a síntese.
Contato: Ibyanga@parkour.com.br