Em maceió é assim ! até materiais para a construção de um esgoto viram local pra treino =)

Mas que fique bem claro que é por falta de opção mesmo =x

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Os sentimentos são os seus verdadeiros passos. São eles que determinarão o quão objetivado estar o seu percurso, seus sucessos e fracassos estarão intrinsecamente ligados a ele, e é a dedicação quem tem pelo que fazes que revelará sua alma ao mundo.

A total essência de uma filosofia só será entendida pela compreensão de quem a comunica, entretanto cabe ao comunicado, no mínimo, a coerência e a receptividade do novo, pois não se pode entender aquilo que sua mente nega. Bloqueios tais como: o moralismo, a propriedade privada – ou seja, a prevalência do “eu” em detrimento do “nós” –, o preconceito, a ignorância... São fatores agravantes para o não entendimento. É de suma importância que o receptor mantenha-se livre de seus sentimentos e juízo de valor, detendo-se apenas as informações recebidas (o que os jovens chamam de mente aberta).

Por vezes, uma barreira à compreensão surgi criada pelo próprio comunicante, gerada por sua dificuldade de expressar-se ou talvez pela falta de coesão sentimental-filosófico, ocasionando, por tanto, numa quebra do entendimento ao receptor somado a um talvez desinteresse (em certos casos). Provavelmente a leitura e os debates criados ao entendimento da filosofia, facilitaria na enunciação aos terceiros, mas isso não se aplica a uma regra, afinal, fala-se de sentimentos e suas enormes variantes.

O então esclarecimento, portanto, não cabe só a uma única parte, ele deve ser uma agregação, a soma do interesse do receptor da mensagem, a capacidade de esclarecimento do comunicante, favorecendo a um equilíbrio mutuo, gerando assim uma nova idéia, ou seja, a síntese.
Mundo! Segundo o dicionário, “A parte do universo, habitada”.

Somos parte desse mundo, em que todos, sem exceção alguma, têm algo de diferente, seja uma história, ou um modo de vida.
Enquanto a fama, beleza e o dinheiro tomam conta de alguns, outros, preferem apenas ter uma leve vida, com os amigos, independendo de qualquer fator que possa influenciar [seja ele dinheiro, idade, sexo, etc...].

Não há o quê falar de alguém, totalmente desligado do mundo, que foi por muitas vezes motivo de zoação na escola, que sempre foi extremamente tímido, sedentário, não fazia uma flexão sequer. Resumindo, algo que pode ser chamado de “nerd”!

Esse cenário mudou exatamente quando minha auto-estima estava no mínimo...
Uma reviravolta totalmente inesperada, inaceitada, e sem sentido!

No início, o que se esperava, era que em um ou dois meses, eu esquecesse isso, não desse continuidade ao que eu diria “eterno”. Cenário que foi mudando aos poucos.
Depois de algum tempo, parei e pensei o quanto tudo havia mudado, tanto da maneira como algum reflexo meu, ou da maneira como eu estaria fazendo 20 flexões já tinha sido algum avanço, que poucos percebiam, mas era um avanço.
Coisas simples mudaram, desde a forma que eu mudei até minha maneira de andar, até a forma que hoje eu sei que uma grande amizade, não precisa de 20 anos de existência! Isso foi apenas o início, pois aos poucos, cada texto que eu lia na internet, ou cada obstáculo que eu superava, eu imaginava como que seria caso o parkour não aparecesse pra mim.
Estive recentemente lendo o texto que o Duddu postou em seu blog, e vi que mesmo com meus 8-10 meses de treino [não sei exato] , há muita coisa que eu ainda não fui capaz de perceber, ou até mesmo, que não fui capaz de fazer, e pulei etapas!
Li recentemente também, um texto de Pedro Bronze, onde ele pergunta se parkour, é realmente aquilo que achamos, e ele diz que pra se considerar um tracer, você não precisa somente fazer precisions gigantes, cat’s “grotescos”, ou climbar monstruosamente, é preciso muito mais do que isso, é preciso saber valores, que Pedro Bronze chamou de “Físico, Mental e Moral”.
O que tenho a dizer, é que após esse pequeno tempo, várias coisas aconteceram, e hoje, tudo parece mais diferente ao olhar, não como locais de treino, mas sim como o que muitos chamariam simplesmente de “mundo”.
“É algo tão automático se preocupar com NOSSOS problemas, com NOSSA vida, com o que é NOSSO que acabamos por não dar importância a detalhes que podem não fazer a diferença para nós, mas a fazem para outras pessoas.”

Ouvi uma história, que dizia mais ou menos assim: “Havia um certo garoto, que todo dia, ao ver que a maré havia baixado, e que muitas estrelas-do-mar haviam ficado encalhadas, ele ia a beira da praia, apenas para joga-las de volta ao mar, num certo dia, um rapaz que o observava, foi perguntar por que o garoto fazia aquilo, já que eram milhares de estrelas que ficavam encalhadas, e que isso não fazia diferença alguma, então o garoto olhou, sorriu e disse: “Pode não fazer diferença pra todas, mas faz a diferença pra AQUELA estrela!” ”
Quando ouvi essa história, apenas refleti como que eu poderia fazer a diferença, mesmo que fosse apenas pra aquela pessoa[ou não], isso mudou mais ainda meu ponto de vista das coisas, e espero que mude cada vez mais, desculpem-me o texto gigante, é que não sei me expressar bem por textos ^^. Bjundas
Oi, sou Adriano, faço parte do grupo Ibyanga de parkour. Estamos convivendo juntos há dois anos. O que dizer quando pessoas de mundos diferentes juntam-se por um ideal... ahuahuahuauha

A verdade que a convivência com essas pessoas veio se tornando através do tempo, a melhor das companhias, a melhor das conversas e das brincadeiras. Shakespeare tava certo quando falou que “bons amigos são a família que nos permitiram escolher.” E que “seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.”

Em todas as viajem, treino, e discussão, os laços vão se estreitando e se tornando tão coeso que some a olho nu. Ate pessoas que não fazem parte das nossas atividades, se tornaram indispensáveis, por idéias equivalentes... E outras coisas também (^^). Nunca foi necessário força nossos encontros, ate por que idéias estavam sendo formuladas, daí era inevitável não nós encontramos. De certa forma criamos nosso dialeto, nossos sinais e nossa identidade como grupo/pessoa.

Tive grandes amigos na minha infância, gostaria de estar com eles ainda hoje, mais não foi possível porque o tempo passou, e vamos dando novos caminhos para nós nessa estrada, e muitos destes caminhos, não condiz com a pessoa que eu tento ser hoje.

Hoje eu tenho amigos que moram muito longe, mas que fazem parte, diariamente da minha vida. Mas, o que acontece quando aquele que está próximo vai embora?... Vou me permitir acreditar que isso não vai acontecer.

Aconteceu o 2º encontro nordestino e eu não foi (=/). E todos os “mlks” que treinam comigo freqüentemente, foram para Natal. E eu ainda tava tendo prova no curso e não podia sair direito com as pessoas que eu gosto de esta. Foi o fim de semana mais logo da minha vida, e também o mais ansioso... Foi a primeira viajem do Leleo, pelo parkour, e queria saber como foi pra ele. Acho que família é isso mesmo, essa coisa toda de se preocupar com os seus.

Esse é um ano de grandes mudanças em mim e acredito que no nosso grupo também, de proporções extremamente significativas, tão grandes que tem tirado o meu sono às vezes. Temos responsabilidades que não tínhamos antes, isso tem mostrado pra mim o quão grande é o nosso valor social. O questionamento introspectivo de um cidadão, de tentar entender nossa atividade, já gera uma mudança no mesmo.

Estou percebendo que o parkour não tem barreiras, e ele vem quebrando as minhas.
Não, não vou falar de reciclagem ou coleta seletiva.
Este post servirá apenas para marcar o início do meu período de reciclagem.
A partir de hoje treinarei somente descalço e minhas rotinas de treina serão feitas com base em treinos para iniciantes.

Estranho o título não? Aposto que vocês estão pensando:

“O que Ludwig Van Beethoven tem a ver com parkour?”

Para tentar me explicar, vejamos quem foi Beethoven.


Ludwig Van Beethoven nasceu em 1770 em Bonn, cidade alemã, e morreu em 1827 na cidade de Viena, capital da Áustria. Compôs uma das mais famosas sinfonias (nona sinfonia de Beethoven), porém era surdo e culpava Deus por não poder ouvir suas composições.


Que paradoxo não? Um surdo fazendo música!


Ultimamente venho me questionando sobre o porque treino parkour e noto que me encontro numa sinuca de bico.

Treino parkour por diversão, por prazer, mas principalmente para estar pronto quando for preciso, seja para salvar a minha vida, seja pra salvar um gatinho assustado em cima de uma árvore ou até mesmo salvar a vida de outro ser humano. Logo, todos aqueles treinos exaustivos foram válidos, fui posto a prova e “sobrevivi”.

Meu objetivo não é ser o Bruce Wayne da vida real, nem muito menos virar um policial. Então, por que eu treino parkour? Todos os meus “motivadores” são frutos da minha imaginação, fogem minha alçada!

Não tenho a habilidade de desviar de balas e gatos ficam presos em suas casas por redes “seguras”. Mas continuo treinando!

Talvez o que me motive a treinar, não seja o que acredito que me motiva, mas sim algo mais “subjetivo” e simples. Percebi que me sinto bem fazendo o bem. Seja tratando bem o funcionário do supermercado ou deixando de jogar lixo no chão e comecei a me portar assim depois que passei a treinar parkour*.

Certa vez o Fábio de São Paulo disse que esses são princípios básicos, concordo, porém acredito que esses princípios foram “esquecidos” pela grande maioria, inclusive eu, de uma forma ou de outra.


"Não reconheço outra grandeza que não seja a bondade." ( Ludwig Beethoven )


Independente do que me motive, me mantenho firme. E caso haja a necessidade de ser colocado a prova, acredito que estarei pronto, mesmo sabendo que as chances disso acontecer são quase nulas!


Afinal, ninguém faz planos de assistência funerária porque quer morrer. O fazem para estarem “prontos” quando o momento chegar!


Comecei a escrever este texto ontem à noite, porém me perdi e não soube organizar minhas idéias, como de costume. Minha cabeça está um turbilhão de idéias, porém não consigo torná-las claras!

Beethoven compunha músicas como ninguém, mas não pode ouvir a maioria de suas composições, inclusive sua mais famosa.

Edi treina(va) parkour com o principal objetivo de estar pronto para ajudar alguém, porém as chances que ele tem de ser útil em situações de risco são quase zero!

Então pergunto a vocês: Seria Edi um Beethoven?


Gostaria de agradecer meus parceiros de treino que, independente de haver ou não situações onde eles sejam necessários, estão sempre comigo, seja treinando, fazendo macarrão, passando ano novo juntos ou se espancando!


Duddu de Aracaju também se inclui neste meio (não é muito querido, mas tudo bem) por me aturar e me xingar todos os dias, juntamente com Gusta e o povo Salvador e também Recife. Todos vocês de uma forma ou de outra me fizeram crescer, e isso eu não tenho como pagar!


Espero que não tenha sido TÃO confuso em meu texto. Beijos e bons treinos a todos vocês =)

*Um texto muito interessante do Pedro Bronze sobre isso: Parkour (Aspectos)


Acho essa frase foi umas das quais eu mais escutei na minha vida...
Dançar, jogar bola, desenhar, etc sempre foi muito dificil pra mim, ver que outros mulekes tinham bem mais “jeito” pras coisas e eu sempre com aquele jeito desengonçado sem fazer nada direito.

Um dos meus maiores problema que eu encontro no parkour, é a minha péssima coordenação motora, da uma tristeza muito grande quando eu vejo ou penso em um movimento e tento reproduzi-lo, e o meu corpo não se comportar da forma que a minha mente pensa, e ver que quase nunca da certo, é necessário muito treino até chegar ao ponto de fazê-lo.

Depois de um tempo eu penso: “será que melhorei minha coordenação?”, quando na verdade só ajudou naquele movimento, se eu tentar fazer qual quer outra coisa nova, começa tudo denovo,já cheguei a pensar que num tinha mais solução.

Uma boa coordenação é algo que ajuda bastante no parkour, com ela você consegue, sincronizar melhor seus movimentos, melhorando na performance daquilo você for fazer, tornando mais ágio e mais prático.

A solução é treinar, e ter muita força de vontade!
=)
Ultimamente, em Maceió, muito se tem falado em locais de treino. E a principal reclamação é a falta de BONS locais para se desenvolver o parkour, principalmente da minha parte, assumo !

Mas até que ponto podemos definir um local como sendo bom ou ruim para se treinar?

De um ponto de vista totalmente pessoal, afirmo que o parkour não se resume às três horas de treino efetivada diariamente, ou com uma periodicidade um pouco menor. Vai muito além disso !

Devemos treinar em murões, mas não devemos esquecer das muretas.

Para ilustrar, darei um exemplo muito simples:
Vamos imaginar uma quadra, essas mesmo de esportes com bola. Agora nos coloquemos dentro dela e vamos tentar imaginar a quantidade de coisas a se treinar.
Eu vejo possibilidades de se treinar quadrupedal, rolamentos, planches, climbs (se tiver murinos), precisões nas linhas demarcatórias, explosão, corrida e blá blá blá.

Acredito que alguns conseguirão pensar em outras coisas, até certo ponto loucas, porém úteis. Tudo é útil !

O vírus que vem se disseminando por essas áreas se chama estrangeirismo chase ilabaques youtubética cerebral !

Noto que a grande maioria dos praticantes se preocupam em fazer coisas grandes nos murões e esquecem de aprender a dominar uma simples precisão nas muretas, isso porque se espelham nos gringos. Mas é válido salientar que estes gringos tem anos de parkour, e tenho plena convicção que antes de saltarem de um prédio para o outro eles aprenderam a dissipar a velocidade de uma queda da forma mais eficiente possível !

É evidente que existe um momento em que enjoamos de ver a "cara" daquele local de treino com tanta frequência. Que sentimos vontade de fazer algum movimento cavalar que não temos a certeza do sucesso. Afinal o do vizinho é sempre melhor e mais bonito, não é? E foi em um desses momentos que decidimos passar a tarde apenas conversando e procurando novas possibilidades.

Com isso passamos a treinar de maneira diferente, não mais aquele treino parado, mecânico, com movimentos isolados, um treino movimentado, utilizando tudo, em outras palavras, um treino de parkour.

Sabemos que a corrida é o PRINCIPAL elemento/movimento do parkour! Mas quantos de nós tiramos um treino para treinar corrida? Quando falo treinar corrida, não quero dizer um treino para a maratona, mas sim um treino de coordenação de passadas, um treino de explosão, um treino para melhorar a velocidade constante. Isso se treina em qualquer lugar. Numa quadra, numa rua, numa praça, em qualquer local. Mas justamente isso é o que falta para a maioria dos traceurs!

Sempre que possível tenho me endividado para viajar pelo parkour. E em todos os estados que visito, noto que uma grande parcela dos atletas tem uma ENORME dificuldade na corrida, seja ela pra fazer um SDC ou uma escalada. Então, refletindo sobre isso tenho me perguntado se Maceió realmente tem poucos locais de treino. Olho ao meu redor e vejo locais para se treinar, pode não ser o que eu gostaria de treinar, mas com certeza é o que eu devo treinar !

Nunca é demais treinar coisas simples. Porém o simples, para os showmans de plantão, não chama tanto a atençao quanto o grande e ignorante. A pressa pela alta performace (performace no sentido de show mesmo) pode acarretar serias consequências.

Então meu caro performático, treine o simples! Com certeza seu complexo ficará mais bonito =)


Me perdoem os erros e incoerências que com certeza existem, mas o que vale é a intenção !

Contato: Ibyanga@parkour.com.br