domingo, 21 de agosto de 2011

Red Bull e Red Globo




Foi exibida na manhã deste domingo 21/08/11 uma reportagem no programa Esporte Espetacular gravada em um evento da Redbull intitulado Arte do Movimento. Houve descumprimento de acordos por parte da Red Bull para com a Associação Brasileira de Parkour. Foi pedido, antes de tudo, que eles não divulgassem que o evento seria um campeonato (competição) de Parkour. Mas eles não cumpriram com o que foi prometido. O que acabou tirando os Praticantes de Parkour do sério!

Por este motivo, eu, Priscilla Magalhães, estou escrevendo este texto com objetivo de tentar esclarecer que o que foi passado durante o Programa Esporte Espetacular, e o evento da Red Bull, é apenas o que eles querem que seja entendido pelos espectadores, fazer com que a prática tenha uma imagem de "esporte radical", o que é mais interessante de se ver, mais fácil de ser vendido e o que faz os negócios deles "bombarem". O que a Red Bull e a Rede Globo fizeram, foi um desrespeito, a partir do momento que eles não procuraram saber ou não divulgaram da maneira correta.

Na filosofia do Parkour não há competições e ele não é um ”esporte radical” no qual você busca somente "curtir a adrenalina". Há quem goste e faça isso, mas a essência do Parkour não é essa. O Parkour é coisa séria. Existem Associações e Grupos organizados que antes de tudo, procuram defender a origem da prática, que vai totalmente de encontro às competições. Então, antes de aceitar o que a mídia fala por aí, pesquise um pouco mais, procure saber a verdadeira História. Não só com o Parkour, mas com as notícias em geral !

Segue o link da reportagem:

http://globoesporte.globo.com/videos/esporte-espetacular/v/torneio-internacional-de-le-parkour-reune-representantes-do-mundo-todo/1604452/

domingo, 14 de agosto de 2011

Parkour Livre de Competições.

O grupo Ibyanga apóia esta idéia:

"A Associação Brasileira de Parkour, enquanto entidade, gostaria de tornar público que os valores defendidos em seu estatuto não associam competições ao Parkour e nem apóiam tais iniciativas. O compromisso da ABPK continua sendo apenas com a disseminação saudável da atividade e desenvolvimento de projetos que promovam a construção de uma imagem sólida para o Parkour como atividade benéfica perante a sociedade.

A diretoria."


Fonte: Associação Brasileira de Parkour

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mim Corre


A muito tempo eu sempre fiquei com uma pulga atraz da orelha pra saber como os meninos corriam por muito mais tempo que eu.
e eles sempre me falavam sobre o controle da respiração. O Poeta é um dos que me falou do metodo dele de respiração, enquanto corre.
Inspira e expira pelo maior periodo que consegue aguentar, apartir dai, muda para uma expiração pela boca, deixando ainda a inspiração pelo nariz, e nas últimas ele
me falou que esgota tudo respirando apenas pela boca.
As dicas desse ilustre estudante de educação fisica foram postas em pratica, porém, eu não soube aplicar. Treinando com a galera do grupo eu não consegui encontrar minha
maneira de desenvolver minha respiração. Mas em uma corrida pela manhã com uma amiga que queria iniciar um processo
de treinamento pra si, eu, tentando lhe explicar sobre essa aplicação da respiração, consegui desenvolver a minha, verbalizar o que me explicavam foi um ponto chave.
Quer queira ou não, apreendemos com todos ao nosso redor, e o ato de explicar o que era aquele exercicio de respiração, me organizou mentalmente das informações que me passaram.

"e a cada dia, queira ou não, aprendo uma lição." Kamau
Bons treinos !!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Associação Ibyanga Apresnta: Adriano Diamarante (Pop)



Então, esse vídeo é o começo de uma serie, tentando mostrar um pouco sobre o que o ibyanga pensa. Depois de um bom tempo observando a forma que muitos observam o parkour, dentro do próprio grupo, percebemos que era importante mostrar o quanto é, no mínimo, interessante a compreensão de cada um de nós sobre o parkour. Acredito também que deve haver pelo mundo a fora; grupos que não transformaram o parkour numa religião, e deixam seus praticantes pensar por si, e num tem coisa mais legal, do que, ver nego convivendo com as diferenças.

Tá ai algumas idéias da minha mutação diária, através das palavras, essas que dão significado e forma. O que eu mais queria mostrar com o vídeo é que a influência de fora é muito importante, mas que só você é que sabe seus limites e conheci a si, e seu meio urbano, social e cultural. Quando falo Parkour, vêm na minha mente, saltos, muros etc. Mas quando digo percurso, eu vejo mais do que a possibilidade do esporte, mais que, obstáculos concretos.

"Eu acredito que não existem heróis.
A gente pode ter pessoas realmente espetaculares, por exemplo, figuras espiritualizadas, religiosas, que são grandes modelos para a humanidade, mas na verdade, todo mundo é igual.
Eu não acredito que eu tenha uma verdade a mais. E principalmente a juventude.
Se a juventude cair nesse erro de acreditar que sim, elas inevitavelmente vão acabar descobrindo que o ídolo delas tem pés de barro."
-Renato Russo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amiguense



É, fazia um certo tempo que vínhamos sentindo falta disto, incertezas quanto o dia a hora e quem iria para o encontro são práxis do modo de organização ibyanga. Talvez esse clima de praia e falta de gerenciamento do nosso Estado influencie o nosso comportamento ou talvez não. Talvez seja maluquice de nossas “brilhantes’’ cabeças mesmo ou a nossa capacidade de fazer com que os organizadores percam seus cabelos: "Olhe, vou logo falando, se não me confirmarem quem vem até amanhã e que horas chegam, se preparem pra ficar sem almoço e sem alojamento. Porque a chave e a compra das quentinhas está na minha mão e eu preciso confirmar horários e valores. ¬¬" (Duddu).

Porque agimos assim!? Quem pexte sabe?! Não há certezas apenas suposições. No entanto a satisfação de brigamos no carro (só no carro?!) pela existência ou não de deus, pela rua que deveríamos pegar ou deixamos de pegar, pela musica de abertura do cavaleiro dos zodíacos da época da manchete ou por quaisquer outros motivos banais são inexplicáveis. Os encontros de Parkour geralmente são marcados para nós assim e não poderia ser diferente com o Amiguense. Cada encontro tem-se uma historia um aprendizado o seu momento, mas, o Amiguense tem uma peculiaridade. O fato de ser criado para e entre amigos é que faz toda a diferença. Encontrá-los é sempre algo gratificante e renovador. Perceber a evolução particular de cada um é o que nos dar um motivo a mais de continuarmos juntos, mesmo estando separados pelas fronteiras. Sem contar que sempre há a possibilidade de conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. É verdade que nem sempre todos podem comparecer devidos aos mais variados motivos: dinheiro, estudo, família... Mas isso não nos entristece, pois o encontro não dar espaços para isso, as pessoas que estão participando dele preenche esse vazio de alguma forma. Entretanto, sabemos que a presença dessas pessoas que não puderam comparecer ao evento dar-nos-ia uma outra roupagem e uma satisfação ainda mais gratificante. A vida é assim. Nem sempre pode se ter tudo e todos e talvez a certeza de que eles ainda continuam lá, treinando, caindo e tentando nos reconforte um pouco.

Não poderia ser diferente, também, o acolhimento que sempre tivemos neste “cajueiro dos papagaios”. Nos sentimos e sei que, verdadeiramente, estamos em casa. Estamos de parabéns. Sim, claro, ESTAMOS de parabéns. Um evento como esse, com um nível de organização de como o foi, não depende só de quem estava a frente da organização que sem sombras de duvidas fez um BRILHANTE trabalho mas também depende da participação de cada membro envolvidos nele. Agradecemos a todos, pelas trocas de experiências, pelos risos compartilhados e “brigas” vivenciadas.OBRIGADO

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Me pergunto se ser filho é tão fácil. Pois sempre temos que agradar aos pais! A fase de adolescente acho que é a mais difícil de ser "amigo" dos pais, pois eles sempre querem mais e mais. Mesmo que você seja não faça "coisas erradas". Falo particularmente dos meus pais, que são muito protetores e as vezes me "machucam" com certos "nãos!". Poxa, será que ir encontrar amigos para se divertir é tão perigoso assim? Às vezes me pergunto isso. Muitas vezes sou "impedido" de treinar Parkour. Porque? Não sei! E se pergunto, eles usam argumentos como, "Ah, não vá porque tá tarde!" (19h). Não posso chegar em casa depois das 18h porque meu pai vai dar um show e me pôr de castigo, usando o argumento de que eu cheguei de noite! São momentos como esse que me faz ter "raiva". Nossa, sou muito grato por ter me criado, mas acho que não precisa isso tudo! Conversando com meu Avô à um certo tempo, ele me falou sua opinião sobre o que eu deveria fazer da minha vida. Palavras do próprio: "Igor, você tem que se dedicar mais aos estudos, pois a vida não está fácil pra ninguém. Não siga os maus exemplos! Essa história desse 'Pacu' (Parkour), o que isso tem de bom? No que isso vai ajudar a sua vida?". Eu disse que o Parkour é uma realização que não consigo expor, e que está sendo fundamental para que a minha vida tenha uma formação saudável.
Enfim, eles me "protegem" tanto, que podem acabar decepcionados comigo, e isso eu não quero.
Eles acabam me forçando a decepciona-los. Quando me proíbem de sair, eles me impedem de ter novas experiências. Isso acaba fazendo com que eu queira fazer o que eu fui impedido (sair, me divertir), de fazer na sala de aula, que é um local monótono. E depois? Como posso dar a eles o que eles tanto querem, que é o estudo.

texto confuso, eu sei!
ah claro, a imagem foi exagerada!

=**

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fãmia ibyanga

Compilação de cenas gravas nas duas últimas semanas!O vídeo ficou grande e chato pra caraio pra quem não esteve presente nos treinos, mas acredito que será possível conhecer um pouco da nossa rotina de treinos!

sábado, 8 de maio de 2010

Um Preito ao Ibyanga

Enquanto voltava pra casa, após o último final de semana em Alagoas, minha mente fez uma daquelas viagens que, apesar dos poucos segundos, transmite a sensação de ter durado uma eternidade. Tive um encontro com o Duddu de 2007/2008: o que pegava 4 horas de estrada, duas vezes ao mês, para passar o final de semana treinando Parkour em Maceió. E foi engraçado recordar que ao chegar em casa a primeira coisa que ele fazia era agradecer àquelas pessoas pelo final de semana maravilhoso.

Ultimamente não os vejo com a mesma freqüência porque o meu atual ritmo de vida controla a minha vontade. Mas garanto a vocês que ela permanece intacta, em estado de alerta e pronta para aproveitar a próxima janela aberta e se atirar no primeiro ônibus que passar. A respeito dos agradecimentos e textos românticos que antes era costume, eles se tornaram desnecessários (apesar deste ser um). Hoje o nosso abraço, o beijo, o cuidado constante um com o outro ou a troca de olhar ao nos encontramos e nos despedirmos, preenche o lugar das palavras.

Eu acho incrível como tenho dificuldade para escrever sobre esse assunto. É como se o dicionário e a gramática que estudei a vida inteira, de repente sumisse da minha mente.

Recentemente, me informaram de algo que me deixou intrigado: pessoas amigas disseram que às vezes se sentem deslocadas quando estão próximas a nós; que existe certa comunhão entre a gente que reprime as pessoas que não fazem parte do grupo e deixa o clima desconfortável. Refleti muito sobre essa questão e acho que a situação ficou bastante clara para mim.

Acontece que se você pensar no Ibyanga como um grupo de Parkour, a idéia de uma forma geral não vai funcionar. O que nos mantém unidos não é a disciplina, mas o calor humano e o afeto que alimentamos uns pelos outros. A coisa é tão profunda que por vezes já cheguei a sentir que deixei de me pertencer pra pertencer a essa unidade. Como se houvesse me fundido a aquelas pessoas e fosse difícil separar minhas atitudes e pensamentos das delas.

Esse laço de intimidade intimida quem se encontra fora dele e de certa forma provoca essa sensação de deslocamento. Não é algo proposital e talvez se a pessoa passar mais tempo em nossa companhia ela passe a entender do que se trata.

Eu, em particular, sinto falta de vocês diariamente. Das discordâncias constantes que é o reflexo do meu amor pelo Pi; de todo o sentimento puro e da proteção incondicional ao lado do Pop; do extremo companheirismo e do “tomara que ele esteja bem” que compartilho com o Guga; da falta de pudores, dos mimos e do respeito (ou a falta dele weoriupweur) que temos com nossas meninas; da genialidade e do conservadorismo de valores que o Leleo e o Bata me inspiram... Mas se a falta machuca, a simples existência disso tudo conforta.

O Ibyanga é hoje uma extensão da minha família original e a quem devo muito do homem equilibrado que sou. E olha que quem me conhece sabe o quanto reluto e tenho problemas para usar palavras como “amor, irmão e família”. Mas por vocês e com vocês, me sinto seguro em utilizar até as três numa mesma frase se for preciso.

Antes que me esqueça, por favor, morram todos de forma lenta e dolorosa.

sábado, 17 de abril de 2010



"Sei que, o que é certo é certo, eu me preservo."*


O que se define como certo e errado? O que é o certo e o errado, de um individuo em sua singularidade? No principio eu tinha umas verdades absolutas, mas elas caíram por terra, quando entro em contato com outras pessoas, outras culturas. E nem precisa sair do pais pra sentir as diferenças na forma de pensar.

Acontece sem nem mesmo sair da nossa cidade também, e até em casa. Sei que respeitar as diferenças é um principio básico da convivência em qualquer lugar, mas quantas vezes isso ocorre?

Aconteceu o 3º encontro de parkour e lá foi decidido onde haveria de ser o próximo, e durante essa escolha vários pontos foram levados em consideração para sediar o evento.
Um assunto abordado chamou mais a minha atenção, e foi justamente relacionado as regras. Foram apresentadas novas regras para administrar melhor a conduta dos tracers no encontro, varios abraçaram a idéia e muitos outros não, e o mais legal disso tudo, é que mesmo os rostos mostrando raiva e repulsa das idéias contrarias, eu percebi que ainda se pode conviver com as diferenças. (pelo menos eu acho que foi isso que aconteceu)

Por incrível que pareça, acredito na humanidade e na possibilidade de seres racionais poderem trabalhar em grupo utilizando apenas da comunicação, e acredito, que para um praticante de parkour a palavra compreensão é primordial. Por que é atravez dela que damos vida para uma serie de corrimões, muros e etc.

Quando se percebe que saltar o corrimão ou muro, vai te levar mais rápido onde você quer chegar, é compreender que existe mais possibilidades, do que, nos foi imposta. É ter a sensibilidade de perceber as coisas em volta, e entender que há uma infinidade de caminhos a seguir. E que, um só, não vai responder a todas as expectativas.

Como ouvir uma opinião diferente da sua e compreender que esse foi o percurso escolhido pelo outro, que acredita, ser o melhor pra ele. Enfim, há uma infinidade de situações que se pode usar a compreensão, pensando melhor, ela devia ser a primeira palavra que devíamos pensar antes de dizer/fazer qualquer coisa.

Drummond disse: "Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.",

e nos dias de hoje,quando é ordem, não da tempo de compreender. Já temos tudo no seu devido lugar, e ninguém quer perder a comodidade que vem caminhando as coisas. Para muitos, não faz sentido contestar o que já esta "certo".

"Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera."

Augusto dos Anjos

Espero que não nos acostumemos. Bons Treinos !!!

*Sabotage

sábado, 6 de março de 2010

Tá chegando, fio da peste!



O Encontro Nordestino de Parkour (ENPK) está próximo e este ano promete ser melhor que os anteriores!

O evento acontecerá na cidade de Recife, Pernambuco, nos dias 02, 03 e 04 de abril e promete contar com participantes de todos os estados do nosso NORDESTE, e inclusive uns agregados de São Paulo como Jean (aquele famoso que é chato pra porra), Ísis Ribas (a Jasmin) e Zico Correa (esse mesmo, a cara do samparkour! rsrsr)

Os visitantes podem ficar despreocupados quanto ao local para se dormir, se é que isso vai acontecer. Se você não for muito fresco, a organização já conseguiu um ginásio para que possamos repousar (que lindo), o famoso Geraldão! Muito conhecido entre os recifenses. Mas é necessário correr, pois as vagas são limitadas e a lotação está quase completa. Para ficar com uma vaga basta mandar seu nome completo, RG (carteira de indentidade) e a qual cidade e estado pertence .Viu como é extremamente fácil.

Então vai lá! Clica no link do blog do nordestino e pegue todas as informações necessárias para sanar suas dúvidas.


Carque coisa só dizer, homi! O Ibyanga tá ae pra isso, caba!

Forte abraços!